domingo, 15 de novembro de 2009

Cartório do Fórum de Barras humilha, explora e discrimina...


Duas professoras, 64 e 68 anos, procuraram os serviços do Cartório Único, da vizinha cidade de Barras, estabelecido no Fórum Desembargador Arimatéia Tito. As duas senhoras, idosas, precisavam apenas de uma procuração para ser entregue a um banco. Foram informadas que deveriam enfrentar uma fila às 5h da manhã, que somente 5 procurações eram cedidas por dia. Para obter a procuração as professoras tiveram que pagar R$ 24,00 e só a receberão daqui a 5 ou 8 dias! Como a pessoa que iria assinar a procuração está enferma (também da 3ª idade) ainda foi necessário pagar R$ 24,00 pelo deslocamento do livro do cartório até a residência.

Uma das professoras, Filomena da Cunha Barros, procurou os meios de comunicação para relatar sobre maus tratos. Pra que! A juíza da Comarca de Barras e o Promotor de Justiça convocaram em audiência a educadora. Provavelmente, puxar a orelha da "velhinha?", pois não gostaram das queixas da professora ao Jornalista Reinaldo Torres. A Juíza de Direito disse que se sentiu ofendida pela nota publicada no 180graus, pois ela e o promotor são os responsáveis pelo Cartório. Que Barras é uma cidade pequena (...) e que não dar para todo mundo ser atendido no mesmo dia no Cartório. Que as taxas cobradas são estabelecidas por Lei e que o livro se deslocando do Cartório a residência deve ser cobrada uma taxa. Mas não se falou nada sobre o descumprimento do Estatuto do Idoso.

Recentemente, o Ministro Celso de Mello (Superior Tribunal Federal), declarou que o direito de crítica se fundamenta no pluralismo político e que não cabe ao Estado impor-lhe limites e que nem mesmo o Judiciário tem poderes para cercear a livre manifestação do pensamento pela imprensa.

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