terça-feira, 17 de novembro de 2009

W. Dias será candidato a senador em qualquer circunstância


O governador Wellington Dias reiterou ontem, em entrevista à TV Meio Norte, que, se o blocão governista não estiver unido, ele não sairá do governo para ser candidato a senador. Ele repetiu as declarações feitas aos líderes da base aliada que foram convocados à sua residência, há poucos dias, para discutir a sucessão estadual.

Wellington confirmou que, no encontro, todos os partidos se manifestaram favoravelmente ao lançamento de sua candidatura ao Senado, nas próximas eleições. Claro que ele ficou envaidecido, mas aproveitou para dizer que sua candidatura estará condicionada à unidade da base. Que todos tratem, portanto, de fazer a sua parte para que tal unidade prospere.

O governador Wellington Dias é um expert em jogar para a platéia. A alta aprovação de seu governo confirma isso. Em qualquer lugar do mundo, um governante que só vivesse de promessas não cumpridas, como ele, não alcançaria tamanha aprovação. Mas, ponto para ele, que sabe vender ilusões. Esta não é uma qualidade que acompanhe a qualquer mortal, não.

Wellington será candidato a senador em qualquer circunstância. Essa história de projeto para o Piauí é só retórica. Sua trajetória política mostra, com clareza, que ele é um político pragmático, daí a razão de seu sucesso. Não custa lembrar: de vereador, Wellington saltou para a Assembléia, sem concluir o mandato; antes de terminar o mandato de deputado estadual, saltou para a Câmara e, do Congresso, para o Governo do Estado.

Depois de dois mandatos de governador, e aparecendo como líder nas pesquisas para o Senado, por nada ele deixará de ser candidato em 2010. Quem quiser que acredite no contrário. Ele, como já foi dito, tem extraordinária capacidade de convencimento. Mas seus gestos falam mais alto que suas palavras. Até aqui não desperdiçou a montaria de nenhum cavalo selado que passou à sua frente. Não será agora, que está mais senhor de si, que vai cometer esse desatino.

O governador insistirá, é certo, na unidade da base até o fim. Este é, afinal, o seu papel, como coordenador do processo sucessório. Mas, daí a abrir mão de sua candidatura a senador, é um preço que ele não pagará.

*ZÓZIMO TAVARES, EDITOR CHEFE DO JORNAL DIÁRIO DO POVO
Fonte: Diário do Povo do PI

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