quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A emoção tomou conta dos fiéis presentes


Ainda sinto – me embevecido de tanta emoção! Não tenho como descrever o que ocorreu no início da noite de ontem, dia 22 de dezembro, na nossa querida Batalha. Nunca, em minha vida, tinha visto tanta gente reunida numa cerimônia de “levante” do mastro, que marca o início das festividades religiosas em honra ao Glorioso São Gonçalo, nosso Patrono, padroeiro.

Imponente e altiva! Assim estava a imagem de São Gonçalo, posicionada sobre o carro do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, com Guarda de Honra daquela briosa corporação, que conduzia garbosamente, um dos símbolos mais fortes da história batalhense. Ali, sob os olhares mais emocionados de nossos conterrâneos, debruçava – se a devoção do sentimento de “batalhensidade” que está intimamente forjado no amor à terra natal e na expressão de “pertencimento” que a religiosidade de nosso torrão imprime num instante tão respeitoso como aquele que nós vivemos intensamente, ontem.

Estou tentando acertar as palavras. Busco, dentro de mim, a forma mais perfeita de transpor para este texto, o que presenciei na noite de ontem. Quando aquele carro aberto, de sirene ligada, colocou – se após o mastro, na procissão, olhos não acreditavam naquela cena nunca vista: era São Gonçalo que estava de volta a sua casa depois de uma peregrinação pela casa de seus “apadroeirados” ausentes. Lágrimas se esvaíam no rosto daqueles mais experientes. Jovens e crianças não se cansavam de aplaudir aquele momento único e de acompanhar a bandinha da prefeitura, que executava fervorosamente o hino que Fabiano compôs em honra ao nosso Padoeiro.

Durante todo o trajeto, da Cohebe ao Paço da Matriz, olhos saltavam de tanta emoção. Eu próprio, naquele instante de graça, não me cabia em mim de emoção. Não tinha vivido, ainda, aquele instante, após a minha recuperação de um grave problema cardiorespiatório. Amparado pela amizade da Socorro e Rosa Tabatinga, não conseguia conter aquilo que não tinha explicação naquele momento. Era mais que um misto de contentamento e emoção. Era o sentimento de “batalhensidade’ se expondo em sua forma mais batalhense: a devoção ao Padroeiro.

Tenho dito aos meus amigos que não consigo entender como é que muitos pensadores como Richard Dawkins e jornalistas como Christopher Hitchens consideram a idéia da existência de Deus uma crença maligna. “Se Deus não existe, como explicar o mundo, a vida?”. Estava ali, em batalha, ontem. Bastava aquele instante, para que eles pudessem sentir Deus! Foi por essa interseção de São Gonçalo, essa bênção de viver aquela emoção.

Quando o cortejo se aproximou do Paço da Matriz, na esquina, respeitosamente, homens do verniz de Carlos Magno e Agenor Almeida, postaram – se de pé, respeitosamente, reverenciando a grandiosidade da nossa fé, a crença mais profunda em nosso São Gonçalo.

Não tem como descrever as cenas de ontem. Nem as fotografias revelam a emoção daquele instante! As imagens falam daquela multidão que se aglomerou ali para festejar o seu padroeiro que retornava e para reverenciar Deus, agradecendo pelo dom da vida, de estarmos reunidos em seu nome, no ano da graça que se comemora os 154 anos de nossa Batalha e o 156º aniversário da nossa Paróquia, agora tão bem conduzida pelo Padre Evandro. Aliás, quero render salvas ao Padre Evandro, que em tão pouco tempo já conquistou a admiração de seu rebanho.

A abertura da Festa de São Gonçalo deve ser, mais que um momento festivo. Deve ser visto sob a ótica da reflexão! Cada um de nós, igreja viva, é chamado à responsabilidade da participação efetiva na construção de um mundo menos egoísta. É a nossa participação na vida diária da paróquia, que vai garantir o fortalecimento de nossa fé. Quando irmanados, somos mais firmes em nossas decisões. É a união que vai garantir uma Batalha fervorosamente mais feliz e mais bela. Uma Batalha onde possamos, juntos, sem discriminação nem exclusão, festejar, sempre, o dom da vida!

A Deus, toda honra, glória, louvor e agradecimento. A São Gonçalo, o pedido: “nossas vozes elevai. A Deus por nós rogai!” e “quando o inferno conspirado, julgar nossa perdição: vem salvar o nosso coração”.

* Milton Martins Vasconcelos Filho, cerimonialista(CNCP 1186), jornalista (1166 DRT – PI), radialista (790 DRT – PI), historiador, escritor.

Fotos: Márcio Gravações

2 comentários:

Socorro Tabatinga on quarta-feira, dezembro 23, 2009 disse...

Obrigado ao criador, Pai amado, a minha família, a família igreja(Pastoral Familiar da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e todas as famílias que receberam nosso padroeiro São Gonçalo), aos amigos e todas os colaboradores, em especial ao Miltinho que sempre deu o seu apoio incondicional a esse trabalho de evangelização ao Padre Evandro pela confiança nesse casal Sérgio e Socorro Tabatinga. Tudo só foi possível por que houve união e amor!
Parabéns Milton Filho pelas suas belas palavras, esse sentimento sentimos juntos....
Paz e benção do nosso glorioso São Gonçalo.
Socorro Tabatinga

Afonso on sexta-feira, dezembro 25, 2009 disse...

São imagens como essa que ainda me trazem boas lembranças dessa terra de pessoas que ainda os tenho no coração. APROVEITO PRA DESEJAR FELIZ NATAL A TODOS. Grande abraço.

 

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