quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quem se preocupa com Esperantina, vota a favor do povo


Certa vez li um provérbio iugoslavo que dizia: se quiseres conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe autoridade.

Essa frase revela a mais absoluta verdade, quando nós do povo, confiamos o nosso voto, aos políticos de modo em geral, e eles, numa atitude traiçoeira, nos apunhalam por trás. Nessa hora, o real caráter se revela.

O prefeito de Esperantina foi levado nos braços por aqueles que votaram e confiaram que nele, o bem da comunidade estaria acima de qualquer interesse, até mesmo o da governabilidade (plagiando Lula ao defender Sarney e os escândalos do Senado, sem falar do mensalão petista, da CPI da Petrobrás e etc). Será que enviar para a Câmara um Projeto de Lei que prejudica muitos trabalhadores honestos que lutaram pelo seu ganha-pão é justo?

São poucos os que resistem ao canto embriagante do poder.

Esperantina vive do comércio e da maquina administrativa municipal. É injustificável, inexplicável e de uma maldade imensurável com o povo esperantinense, a aprovação desse indigno Projeto-Lei n°025/2009 de autoria do prefeito, que dispõe sobre o pagamento de pequeno valor dos débitos ou obrigações consignados em precatório judiciário do município, ou seja, os credores só poderão receber a miserabilidade de apenas 2 (dois) salários mínimos da dívida, e se ultrapassar esse valor, torna-se uma via-crúcis, e o credor, legítimo detentor daquilo que lhe é devido, terá que esperar anos e mais anos para receber o que é de direito, se não morrer antes.

O pior de tudo é que a maioria dos vereadores, que deviam pensar única e exclusivamente no povo, esqueceram daqueles aos quais representam e votaram a favor desse projeto infame, que em nada ajuda aqueles que fizeram por merecer o dinheiro do seu sustento.

Vereadores Tim Tim, Luiz Ana, Paulo Brasil, José Machado e Carlos Cardoso, o nosso repúdio ao voto de vocês, que em muito prejudicou aos credores que têm a obrigação de receber o que lhes é devido. Eles não estão fazendo nenhum favor. Trabalharam e devem receber sem esperar que a eternidade venha antes.

Pedimos ao povo esperantinense que guardem os nomes desses que votaram a favor desse Projeto, e lhe paguem na devida proporção quando estes vierem em suas casas lhe pedirem votos. Paguem a vista o que lhes foi dado em precatório.

O ilustre prefeito nem parece ser do Partido dos Trabalhadores, pois são esses trabalhadores os que mais precisam desse dinheiro. E o patamar fixado nesse Projeto-Lei de 2 (dois) salários mínimos é simplesmente uma vergonha. Quando o senhor prefeito ganhava R$ 19 mil por mês, em nada pesava aos cofres públicos honrar o seu salário, pois Esperantina tinha dinheiro em caixa para pagá-lo. Só pesa para o pobre coitado.

Parabéns aos vereadores Regys Sampaio, Tote Aristides e Lusinete Ribeiro, que tiveram a hombridade e a decência de votar contra esse vergonhoso projeto, pois primeiramente pensaram no povo. Mesmo povo que confiaram e os colocaram para representá-los com dignidade. Pena que nem todos os edis pensem assim.

Finalizo com a frase do grande jornalista Stanislaw Ponte Preta: quem não deve, não teme; quem não teme, não paga.

Boa sorte, Esperantina.

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