quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Filha de ex-coronel faz acusações graves contra Robert Rios


A filha do ex-coronel Correia Lima, Sânvia Aguiar Correia Nolasco, divulgou vídeo onde conta que foi torturada pelo grupo do então superintendente da Polícia Federal do Piauí, Robert Rios, o mesmo grupo que lutava contra o crime organizado e havia prendido o ex-coronel.

No vídeo, Sânvia conta que os policiais investigaram e descobriram atos fraudulentos praticados por seu marido, Pedro Nolasco Neto. Ela e o marido vieram de Recife para Teresina após Correia Lima ter arrumado junto ao senador Alberto Silva um emprego para ela no Detran. Foi quando Pedro começou a trabalhar também no órgão como despachante e conheceu pessoas que fraudavam documentos conhecidos como DUT, DUAL e DPO.

Logo após, Correia Lima conseguiu uma concessão para Sânvia montar uma laboratório de exames em Demerval Lobão. Ela deu ao marido total direito para tocar o negócio. O fato de Sânvia deixar que o marido sempre tomasse conta dos empregos e negócios que Correia Lima conseguia para a filha sempre foi motivo de atrito entre os três. Correia Lima não gostava do genro.

Pedro, escondido de Sânvia, fraudava tanto os documentos que lidava como despachante do Detran como os do laboratório para chegar a cota exigida de exames por mês pelo SUS.
Uma certa noite, Correia Lima já estava preso, Sânvia conta que foi jantar com o marido no restaurante Panela de Barro. Lá apareceu um policial chamado Fred, que foi alertar o casal de que a Polícia Federal já sabia das fraudes. Sânvia diz que se desesperou, mas Fred os tranquilizou dizendo que tinha um amigo que poderia ajudar a resolver o problema.

O policial entrou em contato depois confirmando um encontro com esse amigo. O encontro seria na superintendência da PF e o amigo, Robert Rios. Segundo Sânvia, a conversa começou com Robert Rios dizendo que não aconteceria nada se ela desse um depoimento incriminando o pai. A tortura, segundo ela, foi psicológica. Robert repetia o tempo todo que nada iria acontecer a ela e ao marido, que enquanto Mão Santa fosse governador, eles dois continuariam recebendo seus salários.

"Meu marido me pressionou para que eu desse esse depoimento. Na tortura toda carne se trai. Robert me disse o que eu deveria dizer e, diante de Menando Pedro, Afonso Gil e outras pessoas eu contei o que ele tinha me pedido para falar. Tinha um escrivão digitando e quando ele terminou de bater o depoimento, ele [Robert] mandou eu assinar e disse para eu não me preocupar, que enquanto Mão Santa fosse governador, eu e meu marido teríamos o dinheiro do Detran e do laboratório", explica.

Depois disso, Sânvia teria ido com a família para Maceió. Porém, ela diz que sempre foi perseguida pelo grupo e era obrigada a ficar longe da mãe e dos irmãos. Sânvia se emociona ao falar do assunto e chora ao contar que só teve contato com o pai no dia 18 de setembro. "Eu fui para o GATE e lá contei tudo para meu pai. Eu tenho certeza que ele entendeu o que eu fiz, que eu fui obrigada", diz.

Ela finaliza responsabilizando Robert Rios, o delegado Menandro Pedro e os demais integrantes do grupo que combateu o crime organizado no Estado por qualquer coisa que aconteça a ela e às filhas.

Fonte: Cidade Verde

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