22 de setembro de 2017

Município paga um parcela do transporte escolar, mas duas continuam em atraso

Batalha vem atravessando um período extremamente complicado no que se refere ao ensino público. Nesta semana o Secretário Municipal de Educação, Antonio Soares da Silva, que já foi um crítico feroz referente ao atraso de pagamento de servidores e fornecedores das gestões passadas, informou através de uma rede social (print logo abaixo) que ele estava liberando o pagamento da parcela de JUNHO do Transporte Escolar. No entanto, duas parcelas continuam atrasadas (JULHO e AGOSTO) e a terceira vencendo dia 30 de setembro.

Essa inadimplência da Prefeitura vem ocasionando incomodo nos lares dos prestadores de serviços, que sentem dificuldade em garantir alimentação para as famílias. É uma situação absurda e injustificável.

Os transportadores não sabem a quem recorrer e ao mesmo tempo se sentem pressionados a ficarem em silêncio ou correr o risco de perder o lugar no sistema, simplesmente por mostrar inconformismo. Alguns já estão ficando sem crédito com os fornecedores de combustíveis e aí aumenta o temor, pois em não tendo condições de continuar o trabalho poderão ser substituídos e perder de vez o que têm a receber.

Além disso, o transporte escolar é realizado na sua maioria em veículo inadequado e o município paga como se o serviço fosse feito por ônibus.

Agora à tarde, fomos informados que o dono da caminhoneta que faz o transporte dos estudantes da comunidade Silêncio, turno manhã, suspendeu o serviço. O motivo seria a falta de pagamento por parte da prefeitura. “Já fazia 4 dias que ele não aparecia na escola e hoje fomos informados que não virá mais. Agora as crianças estão sem transporte e sem professor”, comenta uma servidora da unidade.

Espera-se um posicionamento por parte da Secretaria Municipal de Educação, uma vez que a problemática poderá resultar em mais evasão na rede municipal.

O problema se repete na rede estadual de ensino. Segundo um professor, os veículos que fazem o transporte do alunado das escolas Conselheiro Saraiva, Dirceu Arcoverde, Gaioso e Almendra e Maria Melo também estão na mesma situação. “Uma parte já parou porque estava há 4 meses sem receber”, diz o educador.

Olha só o risco que os alunos passam pelo menos duas vezes ao dia. A foto é de um dos veículos que transporta estudantes da Unidade Escolar Maria Melo, localizada no bairro São Miguel.

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