12 de abril de 2018

Lava Jato prende, esta manhã, ex-secretário nacional do PT e lobista do MDB

Os alvos são o lobista Milton Lyra, citado em operações anteriores como operador de políticos do PMDB, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT. Sereno teria recebido do esquema de R$ 900 mil, e Milton Lyra um total de US$ 1 milhão entre 2013 e 2014. Entre os alvos está ainda Arthur Pinheiro Machado, apontado como operador e criador da nova bolsa de valores, que recebeu aportes financeiros dos dois fundos de pensão. Ele foi preso em São Paulo.

Os mandados estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. A operação apura um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para gestores dos fundos de pensão dos Correios, o Postalis, e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). As informações são do jornal O Globo.

Os policiais federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva, 21 de busca e apreensão na ação chamada Operação Rizoma, liderada pelo Ministério Público Federal (MPF).


Por volta das 6h desta manhã, os agentes chegaram em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para cumprir mandado de prisão contra Marcelo Sereno, economista que é ligado há muitos anos ao PT. Ele já foi assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na época que José Dirceu era ministro da Casa Civil. Sereno já exerceu cargo de confiança na refinaria de Manguinhos e foi secretário de Desenvolvimento, Indústria e Petróleo da prefeitura de Maricá durante o governo de Washington Quaquá;

CLIQUE AQUI para saber como funcionava o esquema de roubalheiras do PT nos Fundos de Pensão, governos Lula e Dilma.

A Polícia Federal também deflagrou nesta quinta-feira uma operação para apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento com debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada que podem ultrapassar o valor de R$ 1,3 bilhão.

A Operação Encilhamento é a segunda fase da Operação Papel Fantasma e policiais Federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumprem 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo nos estados de SP, RJ, MG, PR, MT, SC e GO.

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