24 de novembro de 2018

Marqueteiro preso foi à Justiça para cobrar R$ 28,5 milhões em dívidas do PT

Valdemir Garreta (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)
Preso nesta sexta-feira na 56ª fase da Operação Lava-Jato , o marqueteiro Valdemir Garreta já recorreu à Justiça para cobrar dívidas do Partido dos Trabalhadores ( PT ), apesar de seu passado como dirigente nacional da legenda. Em 2014, Garreta foi o responsável pelo marketing da campanhas do partido ao governo de São Paulo, com Alexandre Padilha, e do Rio, com Lindbergh Farias. Ao final da eleição, restaram dívidas de R$ 28,5 milhões.
O marqueteiro chegou a conseguir, através de uma decisão judicial, o repasse de dinheiro do fundo partidário do diretório nacional para o diretório paulista do PT. Garreta também acionou o diretório petista do Rio, que havia assumido as pendências da campanha de Lindbergh.
PROTAGONISMO – Foi na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) na prefeitura de São Paulo que Garreta ganhou protagonismo dentro do PT. Comandou a secretaria de Comunicação e depois assumiu uma pasta de Projetos Especiais, responsável pela construção grandes obras, como os polêmicos túneis que cruzam a Avenida Faria Lima.  Colegas de partido dessa época dizem que o secretário era uma “pessoa difícil” e “seca no trato”.
Ex-dirigente sindical, Garreta havia ocupado cargos nas direções estaduais e municipais do PT. Nos anos 1980, participou da direção estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo.
Depois do fim da gestão Marta, Garreta chegou a integrar a executiva nacional petista entre 2006 e 2007, quando começou a se dedicar ao marketing político. Em 2013, ele se desfiliou da legenda.
NO PERU – No seu período na prefeitura, Garreta se aproximou de Luís Frave, então marido de Marta. No começo desta década, os dois trabalharam juntos em campanhas eleitorais no Peru. A dupla coordenou a comunicação da campanha vitoriosa do ex-presidente Ollanta Humala, em 2011.
Em acordo de delação premiada negociado com as autoridades peruanos, Garreta admitiu ter recebido US$ 700 mil da Odebrecht como parte do pagamento pela campanha.

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